Com a expansão da Copa do Mundo de 2026 para 48 seleções, a Confederação Asiática de Futebol (AFC) ganhou mais espaço e viu suas Eliminatórias se transformarem em uma verdadeira maratona. O aumento de vagas diretas acendeu a esperança em nações que historicamente assistem ao torneio pela TV. No entanto, o nível de competitividade subiu na mesma proporção e, no final, 37 seleções asiáticas ficaram pelo caminho.
Entre histórias de superação, gigantes que decepcionaram e seleções que "bateram na trave", o sonho do Mundial ficou para 2030 para vários países da região.
As Maiores Decepções: China e Índia fora da festa
Os dois países mais populosos do planeta continuam sem conseguir traduzir o tamanho de suas populações em sucesso no futebol. Juntas, China e Índia somam quase 3 bilhões de habitantes, mas ambas foram eliminadas antes das fases decisivas.
- China: Com apenas uma participação histórica em Copas (em 2002, quando caiu no grupo do Brasil), o futebol chinês investiu bilhões na última década, mas voltou a falhar na tentativa de carimbar o passaporte para o megaevento na América do Norte.
- Índia: O país do críquete segue sem nunca ter disputado uma Copa do Mundo na história. Apesar do crescimento da liga local, a seleção indiana não conseguiu fazer frente às potências do continente.
Curiosamente, o impacto da ausência de ambos se reflete até nos bastidores da mídia: emissoras dos dois países enfrentaram longas negociações com a Fifa pelos direitos de transmissão, assustadas com os fusos horários pouco atrativos dos jogos que acontecerão nos EUA, Canadá e México.
O Quase de Expressão: Emirados Árabes Unidos e Bahrein
Duas seleções do Oriente Médio chegaram a flertar com a vaga nas fases finais das Eliminatórias, mas acabaram sofrendo com a irregularidade:
- Emirados Árabes Unidos: Lembrados pela sua única participação em 1990, os Emirados montaram uma estrutura forte para tentar retornar em 2026, mas caíram em momentos decisivos diante de seleções mais tradicionais, como o Irã.
- Bahrein: Conhecido por morrer na praia em repescagens históricas no passado (como contra a Nova Zelândia para a Copa de 2010), o Bahrein lutou até onde pôde no sistema de grupos, mas faltou fôlego na reta final.
O Contraste: Enquanto uns choram, o Uzbequistão faz história
Se o fantasma da eliminação assombrou dezenas de equipes, o Uzbequistão provou que o novo formato da Fifa permite o surgimento de novas forças. A seleção uzbeque quebrou o seu próprio tabu histórico e garantiu, de forma inédita, a sua primeira classificação para uma Copa do Mundo, tornando-se o 81º país a disputar o torneio.
Para os que ficaram de fora, resta reformular o planejamento. Com o futebol asiático evoluindo rapidamente e exportando cada vez mais atletas para a Europa, as Eliminatórias para 2030 prometem ser ainda mais implacáveis.
Nota do Editor: Ao todo, potências emergentes como Tailândia, Vietnã, Síria e Coreia do Norte também se despediram do sonho de 2026 ao longo das fases preliminares da AFC.